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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

AVALIA BH

Atenção alunos:
Atendendo a pedidos postei no blog os assuntos das questões da prova (Avalia BH-Ciências da Natureza) para o trabalho.

APROVEITEM E FAÇAM A REVISÃO PARA A PROVA, 
QUE ACONTECERÁ NA PRÓXIMA SEMANA 
(ENTRE OS DIAS 20, 21 E 22 DE NOVEMBRO).

PARA FACILITAR COLOQUEI  AVALIA BH COMO MARCADOR
É só clicar na palavra AVALIA BH,
do lado direito das postagens,
que aparecerão as postagens relacionadas AS QUESTÕES da última prova do 9º/8º ano.

BOA SORTE!
FAÇAM O TRABALHO COM CAPRICHO!

BICHO GEOGRÁFICO

Ele até que tem um apelido simpático: bicho geográfico. E levou essa fama porque fica debaixo da pele, desenhando linhas que se parecem com mapas inexistentes.
Você já foi vítima? Pois é, o bicho geográfico é frequente em várias praias do nosso país.
O parasita, de nome oficial Ancylostoma, gosta mesmo é de infectar gatos e cachorros, para se desenvolver em seus intestinos. Ele atinge essas vítimas preferenciais quando elas comem ovos ou larvas do parasita, animais já contaminados, ou ainda quando as larvas penetram através da pele.
Depois de contaminados, os bichanos eliminam os ovos deste parasita junto com suas fezes. Ovos que viram larvas, ávidas por encontrar um novo hospedeiro.

Nós não somos os hospedeiros preferidos. Mas se a gente entrar em contato com as larvas, elas perfuram e entram na nossa pele. Assim como faz nos gatos e cachorros, o parasita tenta se aprofundar para atingir outros órgãos. Mas, para nossa sorte, a pele humana é uma barreira que essa larva não consegue transpor.
Ela não ultrapassa além das camadas mais superficiais. E então fica por ali mesmo, cavando túneis, andando sem rumo, dando uma de cartógrafo (profissional que desenha mapas).
As lesões características do bicho geográfico são justamente os túneis que o parasita vai cavando e que conseguimos enxergar pela transparência da pele. São sulcos avermelhados, sinuosos e que coçam.
Por uma praia sem gatos e cachorros!
Aí vem a pergunta: como será que um parasita de cães e gatos chegou à areia da praia que você frequenta?
Acertou: é claro que o Rex, o Totó e o Rufus estiveram por ali, fazendo suas necessidades básicas, sem constrangimento nenhum, na areia fofinha onde você se deita. Foram eles que despejaram na areia os ovos do parasita. Por isso, se o Totó for seu, não o leve à praia.
Também não se esqueça de dar vermífugos para ele, e de recolher suas fezes nos lugares públicos. Outro lugar em que se pega bicho geográfico são os parquinhos infantis onde não há restrição à entrada de cães e gatos. As larvas ficam na areia ou na terra que as crianças brincam.
O tratamento e a prevenção

Para acabar com o parasita, basta tomar um vermífugo ou passar uma pomada. A larvinha morre e tudo termina bem. E para prevenir o problema, use um chinelo em praias frequentadas por cães e gatos. Ao se sentar, use esteira ou canga. Cuide-se neste verão. A não ser que em vez de tatuagem de henna, você queira voltar da praia com um belo mapa-mundi desenhado na pele. Ecaa!!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Energia

Energia
A palavra energia é usada com muita freqüência nos nossos dias. É usada por cientistas, engenheiros, artistas, médicos, professores, até mesmo por místicos, sempre se referindo a algo que faz as coisas acontecerem ou existirem.
Neste momento de nosso curso, vamos começar a entender o que é a energia. Pense em um dia bem comum na sua vida. Em tudo o que você faz ou utiliza, a energia está presente. Os alimentos que consome lhe fornecem energia para as suas funções vitais. O chuveiro com o qual você toma banho aquece a água, convertendo energia elétrica ou à combustão de um gás em calor.


Acendemos a luz para ler um livro, ligamos a TV na tomada para assistir a um programa etc.
Tudo que fazemos envolve energia.

Em física classificamos a energia em: energia do movimento (mecânica), energia sonora, energia luminosa, energia elétrica, energia térmica, entre outras.
Neste momento, definiremos a energia do ponto de vista da mecânica, que é a energia do movimento.
  • Energia mecânica é a capacidade de deslocar um corpo, ou seja, de realizar Trabalho.
A unidade de energia, portanto, é a mesma do Trabalho. No sistema Internacional, essa unidade é o Joule (J).
A energia não é criada nem destruída. Ela se transforma de uma forma em outra. Esse fato caracteriza a lei de conservação de energia, uma das leis mais importantes da natureza.
Por exemplo, a energia química da gasolina, em razão da combustão que ocorre nos cilindros dos motores dos automóveis, é transformada em energia mecânica, a qual permite ao automóvel deslocar-se. Mas essa transformação não é completa, pois parte dessa energia é transformada em calor, que também é uma forma de energia, como veremos adiante. Por isso, dizemos que parte da energia é perdida (dissipada em forma de calor).

Energia potencial
Sempre que um objeto está localizado a uma certa altura do solo, e simplesmente o abandonamos, ele entra em movimento. De onde obtém energia para entrar em movimento?
 
Na realidade, ele não obtém energia nesse instante, mas já possui uma quantidade de energia de movimento, ou seja, de energia mecânica, armazenada. Essa energia que o corpo já possui potencialmente é denominada energia potencial gravitacional.
A energia potencial gravitacional é tanto maior quanto maior for o peso do corpo e tanto maior quanto maior for a altura em que o corpo se encontra em relação a determinado referencial.
Na linguagem matemática, temos:
em que: m é a massa do corpo;
             g é a aceleração da gravidade local;
             h é a altura em que o corpo se encontra em relação ao nível de referência.

Energia Mecânica
Ainda podemos encontrar energia mecânica na forma potencial quando comprimimos ou distendemos um objeto elástico, como uma mola ou um arco, para lançar uma flecha, por exemplo. Nesses casos, basta soltarmos para haver realização de Trabalho, deslocando uma flecha ou um bloco, por exemplo.

A expressão matemática para a energia potencial elástica é:
em que: k é a constante elástica do corpo (que depende do material);
             x é a distensão sofrida pelo objeto elástico em relação à sua posição de equilíbrio.

Energia cinética
Quando um corpo está em movimento, ou seja, possui velocidade, dizemos que possui energia cinética.
Uma motocicleta que se desloca, a água que cai de uma cachoeira, um elevador em que um parque de diversão, um objeto que cai são exemplos de corpos que possuem energia cinética é:
em que: m é a massa do corpo;
             v é a velocidade em que o corpo se desloca.

Conservação da energia mecânica
A energia mecânica de um corpo é a soma de sua energia cinética com sua energia potencial.
Se considerarmos o caso de não haver perdas por geração de calor, em geral devido ao atrito, com uma superfície ou com o ar, e, como a energia não pode ser destruída e nem criada, podemos afirmar que a energia potencial se transforma em energia cinética e vice-versa.
Para entender melhor o que é a energia mecânica, suponha que um corpo vai ser abandonado de certa altura. Neste instante ele possui energia potencial. Ao ser abandonado, à medida que vai caindo, a altura diminui e a velocidade aumenta, ou seja, a energia potencial diminui e a energia cinética aumenta. Se não houver perdas por atrito, esse corpo vai ganhando energia cinética em quantidade exatamente igual à que perdeu em energia potencial, de modo que a soma das duas sempre dá o mesmo resultado.

Por exemplo, numa cachoeira, a água no alto possui energia basicamente potencial. À medida que cai, sua energia potencial diminui. Em compensação, a velocidade, e portanto a energia cinética, aumenta. Essa conservação de energia potencial em cinética, e vice-versa, obedece ao princípio da conservação da energia mecânica.
Na ausência de forças de atrito, a energia mecânica se conserva.

Potência
Agora analisemos a seguinte situação: dois atletas levantam pesos na academia de ginástica. Eles levantam o mesmo peso à mesma altura. Entretanto, para fazer esse levantamento um atleta demora um segundo, e o outro demora dois segundos.
Ambos realizam o mesmo trabalho, ou seja, gastaram a mesma energia, mas o primeiro atleta foi mais rápido que o segundo, concorda?
Essa relação da energia com o tempo é denominada potência (P).
A unidade de potência no Sistema Internacional é o J/s, que denominamos Watt (W).

ENERGIA CINÉTICA

Introdução

O que vem a ser energia? A energia se apresenta de várias formas na natureza, de maneira que uma forma de energia se converte ou se transforma em outra, pois, de acordo com a lei de Lavoisier, na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma - conceituando, assim, a lei da conservação da energia. Conceituar energia não é tarefa fácil, mas podemos definir energia como sendo a capacidade que um corpo tem de realizar trabalho. Observe os seguintes exemplos que podem auxiliar nesse entendimento de energia:
  • As águas de uma cachoeira possuem energia, pois são capazes de realizar trabalho ao mover as turbinas de uma usina hidrelétrica, por exemplo.
  • A gasolina possui energia, pois ela é capaz de realizar trabalho fazendo o automóvel se locomover.
E muitos outros exemplos. Como dissemos, energia é a capacidade que um corpo tem de realizar trabalho. A unidade de energia no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o joule, assim como a unidade de trabalho de uma força. Essa unidade foi em homenagem a James Prescott Joule, um físico britânico. Ele estudou a natureza do calor e descobriu as relações com o trabalho mecânico.

Energia Cinética

Energia cinética é a energia que está relacionada à movimentação dos corpos, ou seja, é a energia que um corpo possui em virtude de ele estar em movimento. Mas como podemos calcular a energia cinética de um corpo? Ao fazer algumas observações sobre os movimentos dos corpos, podemos concluir que a energia cinética de um corpo será cada vez maior quanto maior for a sua velocidade. Do mesmo modo, poderemos concluir que quanto maior for a massa de um corpo maior será sua energia cinética. Para mostrar isso, tomemos como exemplo uma motocicleta e um caminhão. Somente pelas dimensões é possível notar que o caminhão possui mais massa em relação à moto, e que ele também desenvolve velocidades maiores que a de uma moto. De forma a sintetizar essas observações, é possível escrever energia cinética a partir da seguinte equação:
Onde m é a massa do corpo e V é a sua velocidade. A unidade de energia cinética é o joule, representado pela letra J.

ENERGIA POTENCIAL

Definir energia não é fácil, mas intuitivamente sabemos o que é. Já vimos muitos noticiários falando da busca por novas fontes de energia como, por exemplo, a energia solar e a energia nuclear, de forma a substituir as fontes de energia existentes que estão quase esgotadas, como as obtidas a partir do petróleo. No dia a dia, o termo energia é associado à movimentação. É através dos alimentos que obtemos a energia necessária para executar todas as atividades; e nos automóveis a energia proveniente da queima dos combustíveis faz com que eles se movimentem. Por definição, energia é a capacidade que um corpo tem de realizar um trabalho ou uma ação. A unidade de energia, assim como o trabalho, no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o joule (J).

A energia potencial é a energia que está relacionada a um corpo em função da posição que ele ocupa.

Energia Potencial Gravitacional

Imagine uma pessoa que segura uma pedra de massa m a uma altura h do solo. Sabemos que se essa pedra for abandonada, o peso realiza um trabalho que pode ser calculado através da equação T = mgh e o corpo adquire energia cinética, a qual é calculada através da seguinte equação: Ec = mv2/2, ou seja, ocorre transformação da energia.

Antes de ser solta, a pedra possuía uma energia armazenada, ou seja, ainda não transformada. Essa energia é denominada energia potencial gravitacional e pode ser medida através do trabalho realizado pela força peso. Dessa forma, a energia potencial é calculada da seguinte maneira:
Energia Potencial Elástica

A energia potencial, assim como a energia potencial gravitacional, está relacionada à posição que o corpo ocupa. Imagine um bloco de massa m preso a uma mola de constante elástica k. Para deformar a mola é necessário realizar um trabalho que é calculado da seguinte maneira: T = kx2/2.
Se o bloco for abandonado ele adquire energia cinética, no entanto enquanto estava preso ele possuía energia armazenada, ou seja, que ainda não havia sido transformada em energia útil (energia cinética). Essa energia armazenada é denominada energia potencial elástica e pode ser calculada através do trabalho realizado pela força elástica, de forma que fica da seguinte maneira:

INSPIRAÇÃO/EXPIRAÇÃO/DIAFRAGMA




A inspiração, que promove a entrada de ar nos pulmões, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, promovendo o aumento da caixa torácica, com conseqüente redução da pressão interna (em relação à externa), forçando o ar a entrar nos pulmões.
A expiração, que promove a saída de ar dos pulmões, dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam, o que diminui o volume da caixa torácica, com conseqüente aumento da pressão interna, forçando o ar a sair dos pulmões.
Transporte de gases respiratórios
O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina, proteína presente nas hemácias. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio, formando a oxi-hemoglobina.
Nos alvéolos pulmonares o gás oxigênio do ar difunde-se para os capilares sangüíneos e penetra nas hemácias, onde se combina com a hemoglobina, enquanto o gás carbônico (CO2) é liberado para o ar (processo chamado hematose).
Nos tecidos ocorre um processo inverso: o gás oxigênio dissocia-se da hemoglobina e difunde-se pelo líquido tissular, atingindo as células. A maior parte do gás carbônico (cerca de 70%) liberado pelas células no líquido tissular penetra nas hemácias e reage com a água, formando o ácido carbônico, que logo se dissocia e dá origem a íons H+ e bicarbonato (HCO3-), difundindo-se para o plasma sangüíneo, onde ajudam a manter o grau de acidez do sangue. Cerca de 23% do gás carbônico liberado pelos tecidos associam-se à própria hemoglobina, formando a carboemoglobina.  O restante dissolve-se no plasma.
OBS: O monóxido de carbono, liberado pela “queima” incompleta de combustíveis fósseis e pela fumaça dos cigarros entre outros, combina-se com a hemoglobina de uma maneira mais estável do que o oxigênio, formando o carboxiemoglobina. Dessa forma, a hemoglobina fica impossibilitada de transportar o oxigênio, podendo levar à morte por asfixia. Veja as tabelas abaixo, retiradas da prova do ENEM de 98:
Um dos índices de qualidade do ar diz respeito à concentração de monóxido de carbono (CO), pois esse gás pode causar vários danos à saúde. A tabela abaixo mostra a relação entre a qualidade do ar e a concentração de CO.
Qualidade do ar
Concentração de CO – ppm* (média de 8h)
Inadequada
15 a 30
Péssima
30 a 40
Crítica
Acima de 40
* ppm (parte por milhão) = 1 micrograma de CO por grama de ar 10 –6 g

Para analisar os efeitos do CO sobre os seres humanos, dispõe-se dos seguintes dados:
Concentração de CO (ppm)
Sintomas em seres humanos
10
Nenhum
15
Diminuição da capacidade visual
60
Dores de cabeça
100
Tonturas, fraqueza muscular
270
Inconsciência
800
Morte
 Controle da respiração
Em relativo repouso, a freqüência respiratória é da ordem de 10 a 15 movimentos por minuto.
A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado no bulbo. Desse centro partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios (diafragma e músculos intercostais). Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração. O mais importante músculo da respiração, o diafragma, recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial, o nervo frênico, que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo, através do tórax até o diafragma. Os sinais para os músculos expiratórios, especialmente os músculos abdominais, são transmitidos para a porção baixa da medula espinhal, para os nervos espinhais que inervam os músculos. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração. Em condições normais, o centro respiratório (CR) produz, a cada 5 segundos, um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma, fazendo-nos inspirar. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a freqüência como a amplitude dos movimentos respiratórios, pois  possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam, além de remover adequadamente o gás carbônico. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico, o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios. Dessa forma, tanto a freqüência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR.
Em situação contrária, com a depressão do CR, ocorre diminuição da freqüência e amplitude respiratórias.
A respiração é ainda o principal mecanismo de controle do pH do sangue.
O aumento da concentração de CO2 desloca a reação para a direita, enquanto sua redução desloca para a esquerda.
Dessa forma, o aumento da concentração de CO2 no sangue provoca aumento de íons H+ e o plasma tende ao pH ácido. Se a concentração de CO2 diminui, o pH do plasma sangüíneo tende a se tornar mais básico (ou alcalino).
Se o pH está abaixo do normal (acidose), o centro respiratório é excitado, aumentando a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. O aumento da ventilação pulmonar determina eliminação de maior quantidade de CO2, o que eleva o pH do plasma ao seu valor normal.
Caso o pH do plasma esteja acima do normal (alcalose), o centro respiratório é deprimido, diminuindo a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. Com a diminuição na ventilação pulmonar, há retenção de CO2 e maior produção de íons H+, o que determina queda no pH plasmático até seus valores normais.
A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que, freqüentemente levam também à hiperventilação, algumas vezes de tal intensidade que o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos), eliminando grande quantidade de dióxido de carbono, precipitando, assim, contrações dos músculos de todo o corpo.
Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos, outras conseqüências extremamente danosas podem ocorrer, como o desenvolvimento de um quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso, resultando, algumas vezes, em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou mesmo convulsões epilépticas.
Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a valores muito baixos. Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos, onde a pressão de oxigênio é muito baixa ou quando uma pessoa contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos. Sob tais condições, quimiorreceptores localizados nas artérias carótida (do pescoço) e aorta são estimulados e enviam sinais pelos nervos vago e glossofaríngeo, estimulando os centros respiratórios no sentido de aumentar a ventilação pulmonar.
A capacidade e os volumes respiratórios
O sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5 litros de ar – a capacidade pulmonar total. Desse volume, apenas meio litro é renovado em cada respiração tranqüila, de repouso. Esse volume renovado é o volume corrente
Se no final de uma inspiração forçada, executarmos uma expiração forçada, conseguiremos retirar dos pulmões uma quantidade de aproximadamente 4 litros de ar, o que corresponde à capacidade vital, e é dentro de seus limites que a respiração pode acontecer.
Mesmo no final de uma expiração forçada, resta nas vias aéreas cerca de 1 litro de ar, o volume residual.
Nunca se consegue encher os pulmões com ar completamente renovado, já que mesmo no final de uma expiração forçada o volume residual permanece no sistema respiratório. A ventilação pulmonar, portanto, dilui esse ar residual no ar renovado, colocado em seu interior
O volume de ar renovado por minuto (ou volume-minuto respiratório) é obtido pelo produto da freqüência respiratória (FR) pelo volume corrente (VC): VMR = FR x VC.
Em um adulto em repouso, temos:
FR = 12 movimentos por minuto
VC = 0,5 litros
Portanto: volume-minuto respiratório = 12 x  0,5 = 6 litros/minuto
Os atletas costumam utilizar o chamado “segundo fôlego”. No final de cada expiração, contraem os músculos intercostais internos, que abaixam as costelas e eliminam mais ar dos pulmões, aumentando a renovação.

SISTEMA ENDÓCRINO


1. SISTEMA ENDÓCRINO

Os hormônios atuam em células específicas do corpo, denominadas de células alvo. Estas células possuem em sua membrana proteínas capazes de identificar os Hormônios e a eles se ligarem. As principais glândulas hormonais são: hipófise (glândula pituitária), hipotálamo, tireóide, supra renais (adrenais), pâncreas, gônadas e as paratireóideas.
Alguns hormônios produzidos pela hipófise atuam sobre outras glândulas comandando a secreção de outros hormônios. São os chamados trópicos. Os principais hormônios são: a) Tireotrópicos: atuam sobre a glândula endócrina tireóide;
b) Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (supra-renal);
c) Gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas;
d) Somatotróficos: atuam no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. O tecido gorduroso também possui atividade endócrina. Ao acumular certa quantidade de gordura ele produz um hormônio denominado leptina que atua no hipotálamo, diminuindo o apetite.
A tabela 1 abaixo resume os principais hormônios, a glândula secretora e sua atuação.

 GLÂNDULA   HORMÔNIO (Regulação)   FUNÇÃO
 HIPÓFISE 
(NEURO

HIPÓFISE)
Oxitocina (Sistema Nervoso)

ADH (Osmolaridade do Sangue)
Estimula a contração da musculatura uterina e das glândulas mamárias.
Promove a reabsorção de água pelos rins.
 HIPÓFISE
(ADENO HIPÓFISE)
Somatotrofina
(hormônios do hipotálamo)

Prolactina
(hormônios do hipotálamo)

FSH (estrógeno no sangue)

LH (Progesterona no sangue)

Adrenocroticotróficos (Cortisol)

Tiretróficos (Tiroxina)
Estimula o crescimento geral do corpo.
Promove a secreção da progesterona e estimula a secreção e produção do leite.


Estimula os folículos ovarianos na mulher a espermatogênese no homem.
Estimula o corpo lúteo e a ovulação e as células intersticiais no homem.


Estimula a secreção de hormônios pelas glândulas supra renais.
Estimula a glândula tireóide a secretar seus hormônios.
 PÂNCREAS
Insulina (glicose no sangue)

Glucagon (glicose no sangue)
 Estimula o armazenamento de glicose e a síntese de proteínas.


Estimula a quebra de glicogênio no fígado.
 TIREÓIDEA
Calcitonina (cálcio no sangue)

Tiroxina
 Deposição de cálcio nos ossos diminuindo a concentração deste no sangue.
Estimula e mantêm os processos metabólicos
 MEDULA SUPRA RENAL
Adrenalina (controle nervoso)

Noradrenalina (controle nervoso)
 Aumenta a concentração de glicose no sangue e vasoconstrição na pele.
Acelera os batimentos cardíacos e vasoconstrição geral no corpo.   
 OVÁRIOS
Estrógeno (FSH e LH)

Progesterona (FSH e LH)
 Estimula o crescimento da mucosa uterina e as características sexuais femininas.


Mantêm o crescimento da mucosa uterina.
 TESTÍCULOS Andrógenos (FSH e LH)  Estimula a espermatogênese e as características sexuais masculinas.
 PARATIREÓIDEA
Paratormônio (cálcio no sangue)  Eleva a concentração de cálcio no sangue liberando-o dos ossos.

A tabela 2 mostra as principais disfunções hormonais.
PRINCIPAIS DISFUNÇÕES HORMONAIS


 GLÂNDULA (HORMÔNIO)   DISFUNÇÃO
 SINTOMAS
 
ADENO HIPÓFISE
(SOMATOTROFINA)
Gigantismo (elevada produção)

Nanismo (baixa produção)

Acromegalia (elevada produção em adultos)
Estatura elevada


Estatura baixa
Espessamento ósseo anormal
nos dedos, dentes, nariz.
 NEURO HIPÓFISE (ADH) Diabetes insípido Urina abundante e diluída e muita sede. Não há excesso de glicose no sangue nem na  urina.
 TIREÓIDE (T3 e T4)
Cretinismo (baixa produção em crianças)

Bócio endêmico (baixa produção nos adultos)

Hipertiroidismo
Retardamento físico, mental e sexual.


Crescimento exagerado da glândula por deficiência de iodo na alimentação, sonolência, obesidade, edema e pressão arterial e freqüência cardíaca baixas.


Retardamento físico, mental e sexual.
 PÂNCREAS (INSULINA)  Diabetes mellitus Hiperglicemia, aumento de sede, dificuldade de cicatrização, coma diabético, desidratação.

OLHO

 

1- Introdução:
Óptica é a parte da física que estuda a energia radiante, ou mais em particular, a energia radiante em forma de luz.
A parte que se ocupa do estudo da acuidade visual, bem como dos elementos ópticos de correção, é chamada de Optometria. 
2- Sobre os olhos :
O globo ocular, com cerca de 25 milímetros de diâmetro, é o responsável pela captação da luz refletida pelos objetos à nossa volta. Essa luz, atinge em primeiro lugar nossa córnea, que é um tecido transparente que cobre nossa íris como o vidro de um relógio. Em seu caminho, a luz agora passa através do humor aquoso, penetrando no globo ocular pela pupila, atingindo imediatamente o cristalino que funciona como uma lente de focalização, convergindo então os raios luminosos para um ponto focal sobre a retina. Na retina, mais de cem milhões de células fotossensíveis transformam a luz em impulsos eletroquímicos, que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico. No cérebro, mais precisamente no córtex visual ocorre o processamento das imagens recebidas pelo olho direito e esquerdo completando então nossa sensação visual.
O olho humano é um órgão da visão, no qual uma imagem óptica do mundo externo é produzida e transformada em impulsos nervosos e conduzida ao cérebro.
Ele é formado pelo globo ocular e seus diversos componentes. Basicamente se restringe a uma lente positiva (convergente) de alto poder refrativo e é formado pela córnea, e o cristalino..
Os raios luminosos, paralelos, vindos do infinito, penetram no olho pela pupila, convergem-se (com o poder dióptrico positivo) encontrando-se na retina, mais precisamente na fóvea central, proporcionando assim visão nítida, o que ocorre com os olhos de visão normal, conhecida como "emétropes".
Uma curiosidade: as imagens, que se projetam dentro do olho, são invertidas, ou seja, de cabeça para baixo como o sistem de uma máquina fotográfica. Isto é o que ocorre com todo sistema óptico, quando é disposto além da sua distância focal. O cérebro faz a inversão da imagem, colocando-a na posição correta e nos dá a sensação que estão na posição normal.
O propósito do olho humano, no processo da visão, é formar uma imagem, no fundo do olho, que é conhecida genericamente como "retina". Podemos considerar que o olho é um instrumento óptico, por tal performance. A necessidade de lentes de óculos, em frente do olho, é determinado pela inexatidão com que esta imagem é formada na retina. Nos casos em que a imagem, ou o encontro focal, acontece fora da fóvea central, provoca uma imagem borrada ou desfocada. Esta imagem é corrigida com lentes oftálmicas com poderes dióptricos, que compensam as deficiências visuais, desde que necessária para fazer a compensação e obtenção de boa visão.
Quando os óculos são usados, não somente completam a função visual, como também suplementam o poder refrativo do olho.
3- Partes do olho e sua função visual:
Córnea: É a parte saliente e anterior do globo ocular. É totalmente transparente e, juntamente com a esclerótica, forma o envoltório externo do globo ocular.
A curvatura da córnea não é esférica. A grande maioria das córneas tem uma superfície tórica, ou seja, na direção vertical tem uma curvatura ligeiramente mais acentuada do que na direção horizontal. Estas diferenças de curvatura podem estar situadas em diversas direções, originando-se daí a maior parte dos astigmatismos.
Por outro lado, esta curvatura vai se aplanando, à medida que se afasta da zona óptica central – com 6mm. de diâmetro – tendo a córnea portanto uma superfície asférica. Por esta razão as lentes de contato mantém-se centradas na córnea.
A córnea cobre ligeiramente a íris e a pupila, por onde a luz passa. Esta parte do olho tem a forma aproximada de uma lente negativa e seu raio interno é ligeiramente menor do que o raio externo.
É portanto a córnea um elemento de suma importância no sistema dióptrico do aparelho visual, pois com sua curva acentuada, é o principal meio que faz com que os raios paralelos, que vem do infinito, se convirjam e cheguem juntos à fóvea central. 
Íris: É o colorido do olho. Com uma abertura circular, no centro, chamada de "pupila". A pupila tem uma aparência preta mas é totalmente transparente e todas as imagens que vemos passam através dela.
A íris fica localizada entre a córnea e o cristalino. Ela funciona como se fora uma espécie de diafragma de máquina fotográfica. Quando exposta a muita luminosidade, diminui sua abertura central, e ao contrário, quando exposta a pouca luminosidade, dilata-se, aumentando o tamanho da pupila. Sua função é controlar a entrada de luz no olho e tem papel preponderante na acuidade visual. 
Humor Aquoso: Trata-se de uma substância semi-líquida, transparente, semelhante a uma gelatina incolor. Esta substância preenche a câmara anterior do olho e, pela sua pressão interna, faz com que a córnea se torne protuberante.
O humor aquoso é renovado lenta e constantemente e o seu excesso é escoado pelo canal de Schlemn. Quando este canal entope, o olho fica com excessiva pressão, sendo uma das causas do glaucoma, doença que danifica a fóvea central, podendo causar cegueira parcial.
Cristalino: Corpo aproximadamente biconvexo, em forma de lente, transparente, localizado logo atrás da íris, entre a câmara anterior e a câmara posterior do olho. A função principal do cristalino é permitir a visão nítida em todas as distâncias. Quando se olha para perto, o cristalino torna-se convergente, aumentando o seu poder de refração e quando se olha para longe, torna-se menos convergente, diminuindo seu poder dióptrico. Isso faz com que a visão seja nítida em todas as distâncias. O cristalino é uma lente que, através da sua variação dióptrica, conhecida como acomodação, torna possível visão nítida, para perto, para longe e para todas as distâncias. Esta acomodação diminui, à medida que os anos passam, até que surge a presbiopia. 
Músculo Ciliar: Quem promove a acomodação visual. 
Corpo Vítreo: É também conhecido como "humor vítreo". É uma substância totalmente transparente, semelhante ao humor aquoso, que preenche internamente o globo ocular, fazendo com que tome a forma aproximada de uma esfera, com a protuberância da córnea. 
Esclerótica: Também conhecida como esclera. É o conhecido "branco do olho" e trata-se de uma camada que envolve externamente o globo ocular. 
Coróide: Trata-se de uma membrana conjuntiva, localizada entre a esclerótica e a retina que liga o nervo óptico à ora serrata e nutre a retina. Também conhecida com "úvea" e é assim chamada porque é toda entrecortada de vasos sangüíneos, numa verdadeira trama de pequenas veias que envolvem o globo ocular, tornando a câmara posterior um local escuro, condição primordial para uma boa visão. Quando observa-se a pupila, tem-se a impressão de ser ela preta mas é apenas a câmara posterior que é escurecida pela coróide, dando essa falsa visão. 
Retina: É a camada que envolve internamente ¾ partes do globo ocular e tem papel importantíssimo na visão. É ela composta de milhares de células sensíveis à luz, conhecidas como fotossensoras. Estas células são conhecidas como: Cones (pertinentes à visão a cores) e Bastonetes (são os que proporcionam a visão em preto e branco e visão noturna).
A retina, oferece uma acuidade visual de apenas 10% que é uma visão deficiente, obtida quando se vê somente a maior letra do quadro de optotipos. 
Fóvea Central: Fica localizada no fundo da retina, ligeiramente para o lado temporal. É bem pequena e é nela onde há o encontro focal dos raios paralelos que penetram no olho. A fóvea é de suma importância para a visão pois a acuidade visual, nela obtida, é de 100%, ou seja, a visão normal de uma pessoa emétrope. Fora da fóvea a acuidade visual vai gradativamente perdendo a eficiência, à medida que a concentração de cones, vai reduzindo. Basicamente a fóvea é composta de três cones: um para a cor verde, outro para a amarela e outro para a vermelha. 
Ponto cego: O ser humano tem um pequeno ponto cego no olho. Fica localizado no fundo da retina. Está situado ao lado da fóvea e é o ponto que liga a retina ao nervo óptico. É desprovido de visão.
Nervo óptico: É um grupo de fibras nervosas, de forma tubular, com algumas artérias, que conduz as imagens captadas pela retina e fóvea, para o córtex cerebral. Seu ponto de ligação com a retina é o ponto cego do olho.
Músculos externos: Também conhecidos como "extrínsecos". Os globos oculares têm seus movimentos conduzidos pelos músculos externos.
Dois músculos são conhecidos como oblíquos: Oblíquo superior e Oblíquo inferior, ambos responsáveis pelos movimentos rotativos do olho.

4- Mais sobre a visão:
A visão é um dos principais sentidos do ser humano. Todas as percepções são captadas pelo órgão visual; no estudo da visão pode-se considerar dois tipos de visão: a dinâmica e a estática.
A visão dinâmica é aquela que atua juntamente com o sistema muscular do globo ocular, responsável pela convergência binocular, acomodação, adaptação, etc.
A visão estática é aquela que se refere ao olho como único e exclusivamente um sistema óptico de refração.
Sabemos que a luz é composta de diversas cores, ou diversos comprimentos de onda. Por esse motivo, para haver cor é necessário haver luz, e vice-versa.

5- Sensações e Percepções visuais:
O olho capta as imagens e o cérebro as interpreta. Numa forma mais fácil de entender, o olho vê e o cérebro enxerga.
É necessário que falemos muito no olho, mas as sensações e as percepções visuais são concebidas pelo cérebro. A função do óptico é fazer com que as imagens cheguem à retina e fóvea, de forma nítida, para que possam ser transmitidas corretamente aos órgãos sensoriais da visão.
Nossos olhos são como uma câmera fotográfica. Para sermos mais precisos, a camêra fotográfica é quem segue o mesmo princípio do olho humano.Ambos tem uma abertura para a passagem da luz, uma lente e uma tela onde a imagem recebida é registrada. Os raios de sol vindos de objetos externos penetram através de um domo transparente na frente do olho que é chamado de córnea. Após haver passado pela córnea, a luz viaja através da pupila, aquela abertura redonda dentro do anel colorido que é a íris.
Então os raios de luz passam através da lente do cristalino, que os foca na retina, na parte traseira do olho. A retina é uma membrana que contém milhares de minúsculos receptores fotossensíveis. As sensações que ela recebe são depois transmitidas ao cérebro pelo complexo nervo óptico. O cérebro então analisa estas informações e é assim que a gente vê.

6- Deficiências da visão:
Toda deficiência de visão corrigida com lentes é chamada de ametropia. A visão clara é o resultado de raios luminosos que atravessando a córnea, pupila e cristalino focam diretamente sobre a retina. Os defeitos de refração se devem a fatores hereditários e de desenvolvimento, sobre os quais não se tem controle. Da mesma maneira como se herda a cor dos olhos se herda a forma em que a córnea, cristalino e retina trabalham juntos para obter uma visão clara. Se a córnea não é redonda, é muito curva ou muito plana em relação ao tamanho do olho os raios luminosos se focam adiante ou atrás da retina resultando no que se chama "Defeitos de Refração" tais como a miopia, o astigmatismo ou a hipermetropia.

7- Miopia:
A miopia é a impossibilidade da pessoa ver nitidamente objetos ou letras colocados a distância. O míope é aquele que ao esperar o ônibus só consegue distinguir o destino dele quando o mesmo já passou. Ela aparece entre 7 e 13 anos e tende a aumentar, normalmente estabilizando-se até os 24 anos de idade. A miopia pode ser de dois tipos: de campo é quando o olho é mais alongado, e de curva quando a curva da córnea é muito acentuada. Como se vê, a miopia não é uma doença e sim uma variação anatômica do olho. Devido a curva elevada da córnea ou o tamanho longo do olho, as imagens não são focalizadas na retina como deveria ser num olho emétrope. As imagens se formam em frente a retina fazendo com que os objetos distantes sejam vistos como se estivessem borrados e somente com auxílio de lentes pode-se fazer a correção, ou via cirurgia. As lentes que corrigem a miopia chamam-se NEGATIVAS ou divergentes. São chamadas divergentes porque os raios de luz que penetram na lente se divergem. São designadas pelo sinal (-). Também podem ser chamadas "côncavo-convexas" pois a palavra côncavo, antecedendo a convexa, indica que o lado côncavo prevalece sobre o lado convexo.

8- Hipermetropia:
É o contrário da miopia. A impossibilidade da pessoa hipermétrope é maior para perto mas também atinge a visão de longe. Pode ser causada pela curva muito baixa da córnea ou do tamanho do olho ser pequeno no plano horizontal.Uma pessoa sofre de hipermetropia quando seu olho é muito curto (raso) ou a córnea é muito plana para permitir que a luz tenha foco diretamente sobre a retina.Nesse caso, o músculo ocular tem de fazer muito esforço para acomodar as imagens, provocando dor de cabeça e dificuldade em fazer leituras prolongadas. O problema tende a diminuir com a idade. O hipermétrope nem sempre enxerga mal de perto: isso só acontece quando a hipermetropia é grave, acima de 4 graus e por conseguinte precisam de lentes convergentes, também conhecidas como positivas e são designadas pelo sinal (+). Seu nome convergente é dado devido aos raios de luz que penetram nas suas superfícies se convergirem formando um foco real. A lente positiva também pode ser chamada (convexo-côncavo), indicando assim que sua curva convexa prevalece sobre a curva côncava.
9- Presbiopia:
É a mais popular das ametropias, ou seja, a que maior número de óculos exige. A presbiopia chega a contribuir com 50% das pessoas que usam óculos. A presbiopia não é um defeito anatômico do globo, e sim uma redução fisiológica da amplitude de acomodação, que faz o ponto próximo afastar-se do olho, lenta e gradativamente. Ela ocorre na grande maioria das pessoas, geralmente após os 40 anos de idade. O cristalino começa a perder seu poder de acomodação para perto, a partir dos 30 anos. Porém o ser humano consegue contornar este problema. Quando passa dos 40 anos (isto também depende da atividade da pessoa) começa a distanciar as pequenas letras para vê-las corretamente e quando o braço não mais consegue trazer a nitidez, está na hora de ir ao oculista.
A presbiopia também é corrigida com lentes esféricas positivas ou convergentes, designadas pelo sinal (+). A presbiopia cresce, até 65 anos, que chega a atingir a visão de longe. Assim um presbita começa corrigindo sua visão para perto e com o tempo necessita também grau positivo para longe, mesmo não tendo sido Hipermétrope na juventude. A progressão da presbiopia varia de acordo com a atividade da pessoa e da sua natureza.

10- Lentes:
O que é a lente?
É um meio de cristal ou sintético, transparente e limitado por superfícies curvas. As lentes podem ser convergentes(positivas) ou divergentes(negativas). As lentes convergentes são mais espessas no centro do que nas bordas e o contrário ocorre nas lentes divergentes.
As lentes podem ser classificadas em função de seus mais variados aspectos e finalidades. Aqui vamos agrupá-las no que se refere a sua utilização em óculos, classificando-as quanto à natureza de suas superfícies, quanto ao número de focos e quanto às demais diferenciações de lentes oftálmicas.
Primeiramente as lentes oftálmicas podem ser divididas, quando ao modo de empregá-las, em três grupos: lentes de óculos, lentes de contato e lentes intra-oculares.
No que se refere ao número de distâncias focais que se pode constituir a lente, ou seja, quanto aos campos de visão de que ela pode se constituir, as lentes oftálmicas se dividem em: lentes simples ou monofocais e lentes compostas ou multifocais.
As lentes de visão simples são aquelas que se constituem e se destinam a um só campo de visão.
Embora as lentes simples possam ser consideradas como monofocais, neste grupo incluem-se também as lentes esférico-cilindricas. Quanto à natureza de suas superfícies as lentes podem ser divididas em Lentes esféricas e lentes esféricos-cilíndricas.
As lentes compostas, ou multifocais, são aquelas que se constituem de dois ou mais campos de visão, com distâncias focais diferentes, classificadas em bifocais, trifocais e progressivos.
As lentes multifocais são como que duas lentes ou mais lentes simples, unidas num só bloco, onde uma parte é empregada para visão de longe e outra para visão de perto. Por isso, se analisarmos isolamente cada seçào dessa lente, estaremos estudando-a como lentes simples.
Nas lentes multifocais a parte empregada para visão de perto é chamada de segmento, mesmo que se trate de trifocais, quando esse segmento se apresenta dividido em duas seções.
As lentes multifocais são tanto mais apuradas quanto mais aperfeiçoadas forem na diminuição do chamado salto de imagem e da aberração cromática.
O salto de imagem é provocado pela diferença de efeito prismático entre a parte empregada para visão de longe e o segmento, cujos centro ópticos normalmente se colocam afastados um do outro, provocando um deslocamento da posição da imagem entre a visão de longe e a visão de perto. Com a elaboração de tipos de segmentos nos quais se procra aproximar mais os centros ópticos, bem como a elaboração de lentes de focos progressivos, o problema do salto de imagem tem sido satisfatoriamente solucionado.
São lentes com dois campos de visão, sendo um para longe e outro para perto, separados por uma linha divisória visível. São usados por pessoas que possuem presbiopia (falta de visão para perto). Podem ser lentes esféricas ou asféricas.
São lentes com múltiplos campos de visão, isto é: para longe, para perto e também para meia distância, porém não apresentando nenhuma linha divisória, dando muito mais conforto ao usuário. Podem ser lentes esféricas ou asféricas.