Golfinhos se comunicam de modo parecido aos humanos
DE SÃO PAULO
| Divulgação |
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| Golfinhos se comunicam de um jeito semelhante ao dos humanos |
Não seria uma delícia poder conversar com golfinhos?
Ao contrário do que os pesquisadores pensavam, esses animais não
assobiam, mas produzem sons parecidos aos nossos para "conversar" entre
eles. Isso é o que mostram recentes estudos feitos na Dinamarca.
Os sons que os golfinhos emitem são produzidos por vibrações parecidas
às das cordas vocais dos humanos. Isso também deve acontecer com muitas
baleias, como as cachalotes, por terem a anatomia (físico) parecida à
dos golfinhos.
As pesquisas foram feitas no Departamento de Ciências Biológicas da
Universidade de Aarhus (Dinamarca) por meio da análise de gravações de
um golfinho macho de 12 anos de idade, feitas em 1977.
Os cientistas não duvidam de que, algum dia, poderemos entender esses animais e até "conversar" com eles!
Do site Discovery News.
Golfinho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de
Golfinhos)
Golfinhos e sua treinadora no Aquário do Zoológico de Barcelona
Os
golfinhos ou
delfins são
animais cetáceos pertencentes à família
Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no
ambiente aquático, sendo que existem 37
espécies conhecidas de golfinhos dentre os de
água salgada e
água doce. A espécie mais comum é a
Delphinus delphis.
São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima
da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a
grandes profundidades. Sua
alimentação consiste basicamente de
peixes e
lulas.
Podem viver de 20 a 35 anos e dão à luz um filhote de cada vez. Vivem
em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros
animais e
humanos.
Sua excelente
inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos
cientistas.
Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de
tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões,
pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de
comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades
biológicas básicas, como
alimentação e
reprodução. Possuem o extraordinário sentido de
ecolocalização ou biossonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas
presas.
Predadores
Os
predadores dos golfinhos são os
tubarões e principalmente o
homem. Os
pescadores de atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os caçam, ocasião em que ocorre um
mutualismo.
O golfinho encontra o cardume e os pescadores jogam as redes
aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem para depois
puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do
alimento. Porém, muitas vezes, os golfinhos acabam se enroscando nas
redes, podendo morrer.
O comprimento das redes, além do necessário, assim como a poluição, também aumentam a predação.
[1]
Pesca de golfinhos
Em muitos locais do mundo os golfinhos são
pescados, sendo o
Japão
um dos principais países onde esta prática se mantém, embora os animais
"pescados" neste país seja muitas vezes vendidos para outros países,
principalmente
China e
Estados Unidos.
O principal motivo desta pesca é para alimentação, como um substituído para a carne de
baleia, quando estas começaram a se tornar raras. Porém muitos golfinhos e
orcas também são capturados para se tornarem "atrações" em
parques aquáticos,
sendo que muitos pescas são organizadas para este fim. Porém, mesmo
nestas pescas que procuram capturar animais vivos, muitos golfinhos
acabam mortos ou feridos, devido as técnicas usadas na captura, além
disso, os animais que não servem para se tornarem "atrações" nos
parques, acabam sacrificados para serem vendidos como
carne de baleia. E mesmo os que "sobrevivem" a pesca, não estão garantidos, pois muitos não se adaptam à vida em
cativeiro
e acabam adoecendo ou mesmo morrendo, além de que a maioria dos parques
marinhos não tem condições de suprir todas as necessidades destes
animais.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos também demonstrou que a
longevidade
destes animais decai muito em cativeiro. Para piorar a situação, a
reprodução deles em cativeiro é quase impossível, o que torna a pesca de
golfinhos "indispensável".
Entre 700 e 1,3 mil toninhas morrem anualmente em redes de pesca no estado
brasileiro do
Rio Grande do Sul e no
Uruguai, segundo dados do Instituto de Oceanografia da
FURG. Ameaçadas de extinção, elas estão classificadas como vulneráveis na lista vermelha da (
IUCN).
[1]
Alimentação
Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de
peixes e
lulas, mas alguns preferem
moluscos e
camarões. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes
cardumes
de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os
golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde
interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreções
químicas dos peixes, presentes na
urina e nas fezes.
Ecolocalização
Ilustração animada da ecolocalização
Detalhes da anatomia – Legenda: Verde: Ossos do crânio, Azul: Espermacete ou Melão, Branco: Espiráculo
O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização,
trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre
outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta
frequência ou
ultra-sônicos, na faixa de 150 k
Hz,
sob a forma de cliques ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar
inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os
sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados,
amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo
situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à
frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse
sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no
ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados
para comunicações e é diferente para cada espécie.
Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na
forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial
no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao
ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro
está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações
acústicas geradas pela ecolocalização.
Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto
mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais
frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os
estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do
objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o
golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com
ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes
objetos simultaneamente.
A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do
objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a
densidade e o tamanho do objeto ou presa. Esses fatores tornam a
ecolocalização do golfinho muito superior a qualquer
sonar eletrônico inventado pelo ser humano.A temperatura dele varia com a da água 28 a 30 °C.
Sono
Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a
hematose a partir do oxigênio presente na
atmosfera,
tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados
de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das
consequências desta condição é o
sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um
hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigênio da superfície.